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Muito além da estética: como a lingerie certa fortalece a autoestima feminina no dia a dia

No Mês da Mulher, o debate sobre empoderamento ultrapassa discursos e ganha contornos práticos no cotidiano. Entre as escolhas que impactam diretamente a autoconfiança feminina, a lingerie ocupa um espaço estratégico: é a primeira peça vestida no dia e, muitas vezes, a base da construção do estilo e da segurança pessoal.

Dados da pesquisa Diversity Wins, da McKinsey & Company (2020), apontam que ambientes mais diversos e inclusivos tendem a fortalecer a confiança e o desempenho profissional das mulheres. Embora o estudo trate do contexto corporativo, ele reforça a importância de fatores que contribuem para segurança e bem-estar, aspectos que também passam pela forma como a mulher se percebe e se apresenta.

Já levantamento da plataforma global de tendências WGSN destaca que conforto, funcionalidade e autenticidade estão entre os principais direcionadores de consumo no segmento de moda íntima nos últimos anos, especialmente após a consolidação do home office e da busca por peças versáteis. A tendência aponta para lingeries que equilibram sustentação, design e liberdade de movimento, acompanhando a rotina dinâmica feminina.

“A lingerie é um ponto de conexão da mulher com ela mesma. Quando ela veste uma peça que oferece sustentação adequada, conforto e traduz seu estilo, isso impacta diretamente sua postura e sua confiança ao longo do dia. Não se trata apenas de estética, mas de como ela se sente”, afirma a diretora criativa do Grupo Nayane, Ana Lima.

Segundo Ana, o desenvolvimento das coleções tem priorizado modelagens que se adaptam a diferentes biotipos, tecidos de toque macio e tecnologias que garantem respirabilidade e durabilidade. “Cada corpo tem sua particularidade. Criar peças que respeitem essas diferenças é uma forma concreta de valorizar a diversidade feminina. A lingerie precisa acompanhar a mulher em todos os seus papéis, no trabalho, em casa e nos momentos de lazer”, reforça.

O mercado brasileiro de moda íntima também demonstra a força do setor. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o Brasil está entre os maiores produtores de moda íntima do mundo, com ampla cadeia produtiva nacional, dado que evidencia a relevância econômica e também a capacidade de inovação do segmento.