Cearense Matheus Santiago estreia EP inspirado em suas próprias reflexões sobre corpo e vida

INI, que em tupi significa rede, busca ressignificar as dores do artista em músicas repletas de poesia e reflexão

Compreender a importância do corpo como uma embalagem que é gasta ao longo da viagem chamada vida, é o mote de INI, segundo EP do cantor e compositor cearense Matheus Santiago, que durante o período de isolamento social mergulhou em si para transformar suas angústias e inquietações em arte. O resultado é um EP de música popular brasileira, que chega no próximo dia 19 de março nas plataformas digitais e conta com parcerias de Caio Castelo e Klaus Sena.

INI, que significa rede na língua tupi, soa como uma autobiografia e representa o processo evolutivo do artista, que passou a fazer das dores sua arte viva, pulsante, dançante e reflexiva.  “Muitas vezes, a cura para esses processos não acontece no momento em que idealizamos. O corpo é feito de impermanências, mudanças e, justamente por isso, ele pode ser matéria de criação e recriação”, reflete Matheus.

Com três faixas autorais, o EP traz um som brasileiro, solar e ao mesmo tempo melancólico para acompanhar a narrativa das composições e traz como referências Gilberto Gil e Moraes Moreira no tocar percussivo dos violões. O cearense traz ainda outras sonoridades poéticas que passeiam pela discografia de Ednardo da década de 1970, Dona Ivone Lara, Clube da Esquina, Beatles e representantes da música caipira.

“Sei que posso crer no axé dos meus ancestrais indígenas e de África. “Votu”, o nome do meu EP anterior, significa vento também em tupi. Vento este que soprou minha pele e balança INI, essa rede que embala os sonhos que estão por vir e traduzir o que as palavras muitas vezes não dão conta de dizer”, conceitua.

Faixa a Faixa

“Balança a rede” é uma canção que tem ligação direta com o título do disco, que foi composta em meio a uma atmosfera dos sonhos que a rede traz. “Também pensei no semba angolano e tentei me aproximar dessa sonoridade que me toca bastante, uma sonoridade, que, por vezes, nos remete também ao caribe e ao Pará”, diz.

Já “Prece do corpo” explora a relação com a sua espiritualidade e como ele é afetado pelo mistério. É uma música que aborda o seu processo de cura e sobre o “profundo respeito que tenho pelos guias espirituais que me protegem e abrem meus caminhos”.

A última faixa do EP, “Bem perto aqui”, parceria com Caio Castelo e Klaus Sena fala da busca por um espaço interior que traz serenidade. “Percebo que dentro desse processo de busca interior está a nossa capacidade de recomeçar e de se reerguer”, afirma Matheus.

Sobre o artista

Matheus Santiago nasceu em Fortaleza, em 1995, e ainda pequeno se mudou para Russas, cidade do interior do Ceará, onde viveu suas primeiras experiências artísticas se apresentando em bares e espaços culturais. O compositor já realizou shows nos eventos Feira da Música e FESTVALE (Festival de Teatro do Vale do Jaguaribe), além de ter se apresentado em espaços como Casa do Mancha, em São Paulo, Salão das Ilusões e Café Couture, em Fortaleza, Sagarana Café-Teatro, em Mariana-MG, e Da Capo, em Belo Horizonte.

Seu trabalho recebeu elogios de Charles Gavin, produtor musical e ex-integrante da banda Titãs. “Votu” é seu EP de estreia, lançado em 2017. Foi gravado no Estúdio Totem, em Fortaleza. A poética de “Votu” buscava traduzir as percepções do artista sobre os movimentos tácitos e revoltos da vida. A canção “Vira Ar”, presente no EP, foi lançada pelo selo japonês Rambling Records na coletânea de música brasileira “cafe vivement dimanche 25th Anniversary”, em 2019.

Matheus participou da oficina de Direção de Carreiras Artísticas com o produtor paulista Carlos Eduardo Miranda (Raimundos, Mundo Livre S/A, Mahmundi), em 2017. No mesmo ano, defendeu a música Vira Ar no Prêmio de Música das Minas Gerais, realizado em Pará de Minas. O compositor contabiliza parcerias com os cearenses Alan Mendonça, Caio Castelo e Artur Araújo; além da paulista Talita Avelino e do mineiro Victor Fernandes. Em 2019, lançou o clipe da canção Nada Além, uma produção em parceria com a banda russana, BEHÚ. No mesmo ano lançou o single Rebentação com os mineiros Matheus Ferro e Luan Carlos. Em 2020, lançou uma versão da música Mona Ki Ngi Xiça, do compositor angolano Bonga.

Ficha Técnica

Autores: Todas as composições de Matheus Santiago, exceto “Bem Perto Aqui”, parceria com Caio Castelo e Klaus Sena.

Violão e Voz: Matheus Santiago.

Produção Musical, Mixagem e Masterização: Klaus Sena.

Baixo, Guitarra, Programações, Percussão: Klaus Sena

Baixo, Guitarra, Programações e Percussão gravados por Klaus Sena, no Estúdio Índigo Azul, entre novembro de 2020 e fevereiro de 2021

Voz e Violão gravados por Lucas Guterres, em Estúdio Magnólia Produções, em janeiro de 2021.

Fotografia: Aline Furtado

Assistência de Fotografia: Anie Barreto.

Design da Capa: Carta&Carta.

Assessoria de Comunicação: Bebel Medal e Beca Gouveia.

Produção Executiva: Fabricio Amaral.

Produção Fonográfica: Ana Carol Azeredo.

Lançamento: Selo Índigo Azul.

Distribuição: Tratore.

PROJETO APOIADO PELA LEI DE EMERGÊNCIA CULTURAL ALDIR BLANC, ATRAVÉS DO I EDITAL DE FOMENTO À CULTURA DE RUSSAS.

Serviço:

Lançamento do EP INI, de Matheus Santiago

Dia: 19 de março de 2021

Onde: principais plataformas digitais

Youtube: www.youtube.com/omatheussantiago

Instagram: @omatheussantiago

Facebook: www.facebook.com/omatheussantiago

https://omatheussantiago.bandcamp.com

Saiba mais @_indigoazul