Complexo do Pecém torna-se oportunidade para internacionalização do alimento cearense

Para expandir ainda mais a comercialização da indústria alimentícia para o mercado internacional, o Sindialimentos estuda novas possibilidades de negócios com o Complexo do Pecém

O alimento cearense ganha cada vez mais ascensão no mercado internacional. Conforme um estudo levantado pelo Observatório da Indústria do Sistema FIEC, o setor de alimentos foi apontado como um dos segmentos que mais podem se beneficiar da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), que é uma área de livre comércio exterior, com regime aduaneiro especial.

Pensando em expandir ainda mais a comercialização da indústria alimentícia para o mercado internacional, o Sindicato das Indústrias da Alimentação e Rações Balanceadas no Estado do Ceará (Sindialimentos) estuda novas possibilidades de negócios com o Complexo Industrial e Portuário do Pecém. Para debater a ideia, as empresas associadas ao Sindialimentos se reunirão com a diretora executiva comercial do Complexo do Pecém, Duna Uribe. O encontro será exclusivo para os associados e acontecerá de forma virtual, na terça-feira (01).

Com a pandemia, o comércio exterior cearense apresentou uma queda. Mas as expectativas de recuperação são favoráveis, diz o presidente do Sindialimentos, André Siqueira. “O Ceará aposta na exportação de frutas in natura e outros alimentos, como alho, tapioca, suco clarificado e até água de coco.  A internacionalização dos produtos é uma grande alternativa para a recuperação da economia empresarial. Além do Mercosul (bloco econômico composto por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), há outras possibilidades de mercado, como o Oriente Médio, por exemplo”.

As empresas filiadas ao Sindialimentos mostram-se promissoras com o mercado internacional. A Nossa Fruta (indústria de frutas processadas), por exemplo, já negocia com o Oriente Médio e Estados Unidos. Enquanto a Polpas Frute, do mesmo segmento, segue em negociação com Dubai e China. A Frutã também não fica atrás. A indústria, do ramo de polpas de frutas, costuma exportar para os Estados Unidos, Austrália, Emirados Árabes e alguns países da Europa. Enquanto a Natvita exporta polpas de frutas e sucos clarificados para Polônia, França, Alemanha, Holanda, Portugal e Estados Unidos.  Já a Onvit (indústria de processamento de castanha de caju) estima que, até o final de 2020, exporte 500 mil dólares para Emirados Árabes e 200 mil dólares para Uruguai.

O Complexo do Pecém oferece ambiência favorável para negócios internacionais, pois possui um terminal portuário de classe mundial, e a única Zona de Processamento de Exportação em operação no Brasil (ZPE Ceará).  Alessandra Grangeiro, gerente de negócios industriais e ZPE do Complexo do Pecém, enxerga um grande potencial de expansão no setor de alimentos. 

“Nós temos conhecimento da relevância do setor que, inclusive, vem mantendo o ritmo de produção e mostrando cada vez mais a sua importância neste momento em que ainda enfrentamos uma situação de pandemia. Nós enxergamos no setor um grande potencial para realizar novos investimentos no Complexo do Pecém e os novos negócios gerados ganharem escala global”, afirma Alessandra Grangeiro.