Carnes, frangos, peixes, ovos e outras fontes de proteína estão presentes no dia a dia da maioria das famílias brasileiras. No entanto, apesar de comuns na alimentação, esses alimentos exigem atenção redobrada no armazenamento e no preparo. A negligência desses cuidados pode favorecer a proliferação de microrganismos e aumentar o risco de contaminações alimentares.
Proteínas de origem animal são especialmente sensíveis à variação de temperatura. Quando mantidas fora da refrigeração adequada ou expostas por longos períodos, tornam-se o ambiente ideal para bactérias que podem causar intoxicações alimentares. A nutricionista Joelia Silva, da Tijuca Alimentos, recomenda que esses alimentos sejam armazenados em geladeira ou freezer logo após a compra, evitando que permaneçam em temperatura ambiente por tempo prolongado.
Outro ponto fundamental está no processo de descongelamento. Deixar os itens descongelando sobre a pia, prática ainda comum na casa de muitos brasileiros, pode comprometer a segurança do alimento. O método mais indicado pelos profissionais é realizar o descongelamento dentro da geladeira, submerso na água fria (trocando a cada 30 minutos) ou utilizando o micro-ondas se o preparo for imediato.
Durante o preparo, a higienização também é determinante. Utensílios, superfícies e as mãos devem estar limpos para evitar a chamada contaminação cruzada, que a nutricionista explica ser quando bactérias presentes em alimentos crus passam para alimentos já prontos ou para outros ingredientes. Ela assegura que separar tábuas e facas para carnes e vegetais é uma medida simples que reduz significativamente esse risco.
Além disso, o cozimento completo é essencial para eliminar microrganismos potencialmente perigosos. A temperatura interna ideal para carnes e aves é entre 63ºC e 74ºC. Para carnes moídas o correto é garantir que não existam partes rosadas no meio. Carnes mal passadas ou preparadas sem atingir a temperatura adequada podem manter bactérias vivas, colocando em risco a saúde de quem consome.
Em um cenário em que a segurança alimentar se torna cada vez mais discutida, atitudes simples na cozinha fazem grande diferença. O cuidado com o armazenamento e o preparo de proteínas não é apenas uma recomendação doméstica: trata-se de uma prática básica de prevenção e de responsabilidade com a própria saúde e a de toda a família.














