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Chuvas colaboram para casos de síndrome gripal; vacina é medida eficaz de proteção

A influenza – ou gripe, como é conhecida popularmente – é causada por um vírus e, geralmente, caracteriza-se por febre alta seguida de dores musculares, de garganta e de cabeça, além de coriza e tosse seca. A elevação da temperatura corporal é o sintoma mais relevante e dura em torno de três dias. Tosse e outros quadros respiratórios tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se de três a cinco dias após o desaparecimento da febre. Alguns casos apresentam complicações graves, como pneumonia, necessitando de internação hospitalar.

Nas seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) estaduais geridas pelo Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), 8.634 atendimentos por síndrome gripal foram registrados em março deste ano. Em fevereiro, foram cerca de cinco mil ocorrências. Em 2022, janeiro foi considerado o mês mais crítico até o momento, com 22.538 assistências. Integram a rede da Secretaria da Saúde do Ceará as UPAs Praia do Futuro, Messejana, Autran Nunes, Canindezinho, José Walter e Conjunto Ceará.

Aglomeração em ambientes fechados

A maior incidência de infecções respiratórias nos períodos chuvosos é causada pela tendência à aglomeração de pessoas em lugares com janelas e portas fechadas, que buscam driblar a entrada de água em residências e estabelecimentos.

Prevenção

Para se prevenir, seja contra gripe ou resfriado, é importante manter alguns hábitos de higiene, como lavar as mãos, utilizar lenço descartável para limpar o nariz, não compartilhar objetos de uso pessoal (talheres, pratos, copos ou garrafas), manter os ambientes bem ventilados e evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe.

É fundamental, ainda, cobrir o nariz ao tossir ou espirrar. Não é recomendado usar a mão para esta finalidade. A indicação é cobrir o rosto com a área interna entre o braço e o antebraço, onde fica o cotovelo. A medida reduz as chances de a pessoa tocar em objetos com as mãos contaminadas.

De acordo com a coordenadora médica da UPA Praia do Futuro, Alessandra Leitão, é necessário procurar uma unidade de saúde em caso de sintomas. “É preciso saber o diagnóstico preciso para indicar o tratamento mais adequado. É importante salientar que a automedicação é perigosa e, por isso, deve ser evitada. A hidratação é recomendada diante de qualquer doença causada por vírus, como a gripe. Em casos leves, a orientação é buscar os postos de saúde. Quando as ocorrências forem mais graves, principalmente se acometer pessoas de grupos de risco, é ideal procurar as UPAs”, explica.

Vacinação

A vacinação anual é a principal alternativa para a proteção contra a influenza, sendo indicada para determinados grupos populacionais definidos pelo Ministério da Saúde (MS). A dose deve ser aplicada mesmo em quem já a recebeu no ano anterior, visto que se observa queda progressiva na quantidade de anticorpos. Na rede pública, a vacina contra a influenza é trivalente: protege contra H1N1, H3N2 e o tipo B.

A campanha de vacinação deste ano contra influenza e sarampo já iniciou. Ela será dividida em duas etapas. Veja quem deve se vacinar: