Olhares na Juventude e Educação

Por Ana Paula Braga Pedagoga e Mestranda de Antropologia

Na educação, um dos maiores desafios é saber como adaptar as práticas pedagógicas a essas novas expressões, identidades e ritmos da juventude atual. Para que uma educação mais participativa e integral possa ser construída, é fundamental não só adequar conteúdos, mas também envolver os próprios jovens na construção dos saberes, considerando os que eles já trazem consigo.

Como educadora, precisamos enxergar muito além da sala de aula. Temos de entender quais as perspectivas que essa geração quer como eles entendem a educação e agregam a sua vida, e principalmente, como pretendem alcançar os propósitos de forma plena e participativa. Podemos perceber na atualidade um alto índice de mortes em nossa juventude, é necessário desta forma oferecer opções que agreguem valores com projetos sociais voltados principalmente para educação, cultura e esportes.

Eles querem agir, fazer o movimento acontecer, e então, cabe nós como sociedade apoiá-los na construção de um mundo mais justo e digno, através de políticas públicas que possam trazer à tona questões tão presentes na nossa juventude com a morte de jovens negros, suicídio e dificuldades para permanência no ensino médio.

Este mês comemoramos o dia do estudante, faz necessário que pensemos nos caminhos da educação no nosso país e o que a política pública de educação pode oferecer aos nossos jovens.

É na fase escolar e acadêmica que o estudante passa por várias experimentações e definições, vivendo um momento de transformação pessoal com perspectivas de mudanças sociais para o futuro.

É fundamental que lancemos o olhar para o papel da educação na vida dos nossos estudantes, é momento de nos perguntarmos: Afinal o que o jovem estudante espera da educação do nosso país? Seremos capazes de propor algo diferente a essa juventude, um mundo mais justo, sem tantos sofrimentos impostos hoje, aos nossos jovens ou continuaremos como nos lembra em sua bela letra o cearense Belchior “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”?

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