Pirata Bar é reconhecido como Patrimônio Turístico de Fortaleza

O Pirata Bar é o mais novo Patrimônio Turístico da cidade, reconhecido pela Prefeitura de Fortaleza, através da Secretaria Municipal do Turismo (Setfor) nesta segunda-feira (09). A partir de agora, o equipamento fará parte das ações de promoção da capital cearense realizadas pela Setfor.

“O Pirata faz parte da história e cultura de Fortaleza, há 33 anos abrindo suas portas para oferecer alegria aos fortalezenses e turistas que se encantam com nossa cidade. Este reconhecimento nos enche de orgulho e nos desafia a continuar fazendo nosso trabalho com muita dedicação, e mantendo a Praia de Iracema viva e feliz”, declarou Rodolphe Trindade, proprietário do Pirata.

“O Pirata oferece uma experiência única e sintonizada com a cultura de Fortaleza. Além disso, está há 33 anos na cidade, passando por todas as fases da Praia de Iracema, desde o auge à fase mais difícil”, pontua Alexandre Pereira, secretário do Turismo de Fortaleza.

O empreendimento turístico é o quinto equipamento da cidade a receber o reconhecimento. Desde 2016, quatro instituições da iniciativa privada já receberam o título: o Espaço Cultural da Universidade de Fortaleza, o Museu da Fotografia, o Iate Clube de Fortaleza e o Instituto do Ceará.

Mais sobre o Pirata Bar
Criado em 1986 como Pirata Bar & Restô, pelos sócios Júlio e Rodolphe Trindade, pai e filho, o Pirata Bar é um empreendimento cultural e turístico que incorpora, com ecletismo e irreverência, a festividade brasileira, tradições locais e a identidade cultural do Ceará.

A proposta, aliada à originalidade da casa, não demorou a chamar a atenção do público fortalezense, que elegeu o Pirata como o local preferido no bairro boêmio da cidade, a Praia de Iracema. No palco, artistas como Leila Pinheiro, Belchior, Oswaldo Montenegro, Edson Cordeiro, Adriana Calcanhoto, Gonzaguinha e mais de 50 grandes nomes da música brasileira. Também passaram pelo Pirata peças de teatro, exposições, desfiles, o I Festival de Música Brega, premiado com o Nobel de Medicina Ortopédica graças à Almofadinha Contra Dor de Cotovelo, e o I Campeonato Mundial de Futbar (futebol praticado em bar), entre mil e outras brincadeiras realizadas no Pirata.

A Segunda-feira Mais Louca do Mundo, famosa no mundo inteiro, surgiu de um acontecimento comum ao Pirata: agradar seus clientes. Era dia 5 de janeiro de 1987. Uma senhora da sociedade local quis comemorar seu aniversário com as amigas no Pirata. Apesar de ser uma segunda-feira, Júlio Trindade abriu a casa com todo o staff e empolgação dos dias normais do Pirata. Ao som de forró de LP, fita cassete e vitrola, o singelo aniversário – com direito a chapeuzinhos da Turma da Mônica e a presença de um casal de palhaços holandeses que estava pela Praia de Iracema – tomou ares de festa. No entanto, havia poucos homens entre os convidados.

Não se tinha com quem dançar! Júlio Trindade não pensou duas vezes: chamou garçons, seguranças e até o cozinheiro para o salão e todos se fizeram pares de dança. Resultado? A noite foi um sucesso! Tanto que os convidados quiseram repetir o “aniversário” na semana seguinte. O encontro, com o tempo, foi batizado de Chá Dançante da 2ª-feira.

Em fevereiro do mesmo ano, a segunda-feira passou a contar com o forró pé-de-serra do sanfoneiro Azeitona e, no dia 12 de junho, para completar a festa, foi chamada uma segunda banda, a Alta Tensão, do cantor Armando Telles, atual líder vocalista da Banda do Pirata. E assim, pouco a pouco, de boca em boca, criou-se a tradição de ir ao Pirata Bar na segunda-feira.