Produto tradicional do período exige atenção à validade, armazenamento e sinais de mofo; engenheira de alimentos explica como conservantes contribuem para a segurança do consumo
Com a proximidade da Semana Santa, o pão de coco volta a ganhar destaque na mesa dos brasileiros, especialmente no Nordeste, onde o alimento é tradicionalmente consumido no período. Macio, levemente adocicado e com aroma característico, o produto, no entanto, exige cuidados específicos de conservação para evitar a proliferação de fungos e bactérias.
Por conter ingredientes como leite e coco, que aumentam a umidade da massa, o pão de coco torna-se naturalmente mais suscetível à contaminação microbiológica, sobretudo em períodos de alta produção e comercialização.
A engenheira de alimentos da Rigel do Brasil, Adryanne Queiroga, explica que o uso de conservantes alimentares é um aliado importante para garantir a segurança do produto. “Esses produtos contribuem para inibir o crescimento de fungos e bactérias, prolongando a vida útil e garantindo maior segurança. Sem esses recursos, o risco de contaminação seria significativamente mais elevado”, afirma.
A especialista também orienta os consumidores a observarem a integridade da embalagem e a data de validade no momento da compra. Após aberto, o pão embalado perde parte de sua proteção contra agentes contaminantes, e sua validade passa a ser reduzida, devendo-se seguir as orientações de consumo indicadas no rótulo após a abertura. “O ideal é manter o produto bem fechado, em local seco, especialmente em regiões quentes como o Nordeste.”, recomenda.
Outro ponto de atenção é a presença de mofo. Segundo Adryanne, caso haja qualquer sinal visível, a recomendação é descartar todo o alimento. “Mesmo que apareça em apenas uma parte do pão, o recomendado é descartar todo o produto, pois os fungos podem estar presentes de forma não visível por todo o alimento”, ressalta.




















