Mais de 50% dos brasileiros não praticam nenhuma atividade física, segundo pesquisa da Genial/Quaest, que revela um cenário de inatividade no país; o levantamento indica ainda maior incidência entre mulheres e reforça a necessidade de mudanças de hábito e ampliação de políticas públicas, tema comentado pelo profissional de educação física Gil Duarte, gerente técnico do Grupo AYO.
A pesquisa da Genial/Quaest evidencia que a maioria da população brasileira é sedentária, com índices que chegam a cerca de 50% de pessoas que não realizam qualquer tipo de atividade física. O dado reforça um quadro considerado preocupante por especialistas, sobretudo pelos impactos diretos na saúde coletiva.
O levantamento também aponta diferenças relevantes entre homens e mulheres. O sedentarismo é mais elevado entre o público feminino, o que pode refletir fatores como sobrecarga de tarefas, menor disponibilidade de tempo e dificuldades de acesso a espaços adequados para a prática de exercícios. A desigualdade de gênero aparece, portanto, como um elemento importante na análise do problema.
A inatividade física é reconhecida como um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, como problemas cardiovasculares, obesidade e diabetes. Estudos na área de saúde pública indicam que o sedentarismo está associado a um número significativo de mortes evitáveis no país, ampliando os custos sociais e econômicos relacionados ao sistema de saúde.
Entre os fatores que ajudam a explicar o cenário estão a rotina de trabalho intensa, a falta de tempo, limitações de infraestrutura urbana e desigualdades sociais. Esses elementos contribuem para a dificuldade de incorporar a atividade física na rotina da população.
De acordo com Gil Duarte, profissional de educação física e gerente técnico do Grupo AYO, a prática regular de exercícios precisa ser compreendida como parte essencial do cuidado com a saúde. Ele destaca que não é necessário iniciar com atividades de alta intensidade, mas sim estabelecer uma rotina progressiva e consistente. “Pequenas mudanças no dia a dia, como caminhadas regulares ou treinos orientados, já contribuem para a melhora da qualidade de vida e redução de riscos à saúde”, afirma.
Especialistas defendem que o enfrentamento do sedentarismo passa tanto por iniciativas individuais quanto por ações estruturais, como políticas públicas de incentivo à prática esportiva, ampliação de espaços acessíveis e campanhas de conscientização sobre a importância da atividade física.





















