Dirigido por Rivelino Mourão, o filme acompanha a Festa do Pau da Bandeira no interior do Ceará.
O CIO DA TERRA é a estreia do cearense Rivelino Mourão na direção de longas-metragens (Créditos: Divulgação / Petrus Cariry)
A estreia nacional do longa-metragem O CIO DA TERRA, dirigido por Rivelino Mourão, acontece em abril, na programação do 31º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, considerado o maior festival do gênero na América Latina e um dos principais do mundo. O filme será exibido na Mostra O Estado das Coisas, que destaca tendências do cinema não ficcional e temáticas contemporâneas relevantes. As sessões acontecem em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Rodado no município de Barbalha (CE), O CIO DA TERRA acompanha a Festa do Pau da Bandeira, manifestação tradicional da cultura popular nordestina que reúne, anualmente, milhares de devotos de Santo Antônio na região do Cariri cearense. Como parte do ritual de sacrifício, os fiéis carregam um tronco de árvore com mais de 20 metros de altura por um longo percurso, que termina com o hasteamento da bandeira do santo, conhecido como casamenteiro e padroeiro dos pobres.
Segundo o diretor Rivelino Mourão, o documentário vai além do registro direto da celebração religiosa. O encontro com Tica, Mestra Melyssa e Luís Santana – personagens principais do filme – propõe um olhar atento para suas relações com a religiosidade e para as transformações que marcam a cerimônia nos dias de hoje. “Na Festa do Pau da Bandeira, o sagrado e o profano não se opõem, eles se atravessam continuamente. Nosso gesto foi tentar captar essas relações, onde as experiências religiosa e cultural revelam tradições e contradições” afirma o cineasta.
O CIO DA TERRA é o primeiro longa-metragem dirigido por Mourão, profissional com mais de 30 anos de atuação no setor audiovisual, tendo trabalhado principalmente como assistente de câmera, diretor de fotografia, montador e gaffer. Mourão é colaborador recorrente do cineasta Rosemberg Cariry, que participa do documentário como um dos entrevistados e escreveu o roteiro ao lado de Bárbara Cariry. A trilha sonora é assinada por João Victor Barroso.
Produzido pela Sereia Filmes, O CIO DA TERRAfoi realizado por meio do Edital de Apoio ao Audiovisual Cearense da Lei Paulo Gustavo.
SINOPSE OFICIAL
No mês de junho, celebra-se não só a fartura e a colheita, mas também a fé, a festa e o desejo. É tempo de Cio da Terra. A Festa do Pau da Bandeira une fiéis e brincantes em um ritual de força e ousadia. Uma celebração em constante transformação e cheia de contradições.
FICHA TÉCNICA
O Cio da Terra – 2026
Classificação indicativa: 12 anos
Duração: 74 minutos
Gênero: Documentário
País: Brasil
Bitola: DCP 4K
Idioma: Português
Direção: Rivelino Mourão
Roteiro: Rosemberg Cariry e Bárbara Cariry
Participação Especial: Tica, Mestra Melyssa e Luís Santana
Produtora: Bárbara Cariry
Produção Executiva: Priscila Lima
Direção de Produção: Teta Maia
Direção de Fotografia: Petrus Cariry
Montagem: Magno Guimarães, Petrus Cariry e Rivelino Mourão
Trilha Musical Original: João Victor Barroso
Mixagem e Edição de Som: Érico Paiva
Som Direto: Yures Viana
Produtora e Distribuidora: Sereia Filmes
SOBRE RIVELINO MOURÃO
Rivelino Mourão, nascido em Fortaleza, Ceará, em 1970, é documentarista e diretor de fotografia com mais de três décadas de atuação no setor audiovisual. Iniciou sua carreira nos anos 1980 como assistente de câmera, passando posteriormente à direção de fotografia. Sua entrada no cinema ocorreu nos anos 2000, a partir da colaboração com Rosemberg Cariry, consolidando uma trajetória marcada por parcerias recorrentes no cinema autoral brasileiro. Atua também como montador e gaffer. Viveu por dez anos na África, período em que realizou curtas-metragens. O Cio da Terra (2026) marca sua estreia na direção de longas documentais.
SOBRE A SEREIA FILMES
Em atividade desde 2007, a Sereia Filmes é uma produtora e distribuidora de filmes, responsável por lançar em circuito, entre outros, obras como “A Jangada de Welles” (2019) e “Mais Pesado é o Céu” (2023), todos de Petrus Cariry sendo o primeiro um com direção com Firmino Holanda; “Pequenos Guerreiros” (2021), de Barbara Cariry, “Antonio Bandeira – O Poeta das Cores” (2024), de Joe Pimentel, e recentemente a cópia remasterizada em 4K de “Corisco e Dadá” (1996), de Rosemberg Cariry.





















