Ardor, vermelhidão e sensibilidade à luz estão entre os sintomas mais comuns da doença, que pode se manifestar de forma leve ou intensa
Ardor, sensação de areia nos olhos, vermelhidão, olhos cansados e sensibilidade à luz. Esses são alguns dos sinais mais comuns do olho seco, que pode se manifestar de forma leve ou mais intensa, variando de pessoa para pessoa. Durante o Julho Turquesa, campanha de conscientização sobre a saúde ocular, especialistas chamam atenção para a importância de reconhecer os sinais da condição como primeiro passo para buscar uma avaliação adequada.
O olho seco, também chamado de síndrome do olho seco ou síndrome da disfunção lacrimal, é uma condição crônica que ocorre quando há redução na produção de lágrima ou alteração em algum de seus componentes, comprometendo a lubrificação e a proteção da superfície ocular. Segundo a Associação Brasileira de Portadores de Olho Seco (Apos), a condição atinge entre 13% e 24% da população brasileira, o equivalente a cerca de 18 milhões de pessoas, sendo três vezes mais frequente em mulheres do que em homens.
Segundo o oftalmologista e diretor do Hospital de Olhos Leiria de Andrade, Dr. Germano de Andrade (CRM-CE 4766 | RQE 2999), o olho seco é uma das queixas mais comuns nos consultórios oftalmológicos e tem se tornado ainda mais frequente com as mudanças nos hábitos de vida.
“O uso prolongado de telas, o ambiente com ar-condicionado e a redução da frequência de piscadas durante atividades como leitura e trabalho no computador contribuem diretamente para o ressecamento ocular. Por isso, temos observado um aumento expressivo de pacientes com queixas relacionadas ao olho seco, inclusive entre os mais jovens”, explica.
Causas e fatores de risco
As causas do olho seco são variadas e podem envolver desde fatores ambientais até condições de saúde mais amplas. Entre os principais fatores de risco estão o uso excessivo de dispositivos eletrônicos, a exposição a ambientes com ar-condicionado ou vento, o uso prolongado de lentes de contato, alterações hormonais, como as que ocorrem na menopausa, o uso de determinados medicamentos, cirurgias oculares prévias e doenças autoimunes, como a síndrome de Sjögren.
“É importante que o paciente não normalize o desconforto ocular constante. Ardor, sensação de areia nos olhos e vermelhidão frequentes não devem ser encarados como algo passageiro, mas sim como um sinal de que a superfície ocular precisa de atenção”, destaca o especialista.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico do olho seco é feito por meio de consulta oftalmológica, que pode incluir exames específicos para avaliar a quantidade e a qualidade do filme lacrimal, além da condição da superfície ocular. Quando não tratada adequadamente, a condição pode evoluir e, em casos mais graves, favorecer o surgimento de lesões na córnea.
“O tratamento varia de acordo com a causa e a intensidade dos sintomas, podendo incluir o uso de lágrimas artificiais, mudanças de hábitos, ajustes no ambiente e, em alguns casos, procedimentos específicos para preservar a lágrima na superfície ocular. Quanto antes o diagnóstico é feito, mais simples costuma ser o manejo da condição”, afirma Dr. Germano.























