O MolokaBRA Downwind encerrou sua 8ª edição após reunir 450 competidores de 18 estados brasileiros e representantes de 13 países em uma programação que passou por Aquiraz, Fortaleza e Caucaia. Realizado entre 15 e 30 de setembro, o evento reuniu competições de esportes náuticos, ações de inclusão, educação ambiental e atividades relacionadas ao turismo e à economia do mar.
A edição de 2026 marcou a ampliação da participação internacional do MolokaBRA, com competições inseridas em circuitos mundiais e a presença de atletas estrangeiros e referências brasileiras e cearenses do remo, da canoagem e da vela.
Competições internacionais
Entre os destaques, esteve a etapa da Copa do Mundo de Canoagem Oceânica, com chancela da International Canoe Federation, atual Paddle Worldwide, e participação da Confederação Brasileira de Canoagem. O evento também integrou, como etapa regional na América do Sul, o Downwind Foil World Tour.
A programação reuniu Canoa Havaiana, Surfski, Stand Up Paddle, SUP Foil, Paddleboard, Canoa à Vela, Kitesurf, Kitefoil, Wing Foil, Parawing e Windsurf.
Para Alexandre Nogueira, presidente da Associação de Stand Up Paddle do Ceará, a edição mostrou a capacidade do Ceará de receber competições internacionais e integrar diferentes modalidades. “O MolokaBRA vem construindo uma trajetória que ultrapassa a realização das competições. Nesta edição, conseguimos reunir atletas de diferentes países e modalidades, ampliar a presença do Ceará nos circuitos internacionais e aproximar o esporte de temas como turismo, educação ambiental, inclusão e economia do mar”, afirma.
Esporte e turismo
A programação movimentou Aquiraz, Fortaleza e Caucaia e contribuiu para aproximar o esporte do turismo náutico e da cadeia de serviços relacionada às atividades no mar. A presença de atletas brasileiros e estrangeiros também ampliou a exposição do litoral cearense como espaço para a prática de esportes náuticos.
O MolokaBRA Social levou atividades para públicos de todas as idades e pessoas com deficiência, com o objetivo de ampliar o acesso aos esportes náuticos.
Na Praia do Cumbuco, a integração com o Observatório do Mar reuniu esporte, ciência, educação ambiental, cultura e manifestações artísticas, aproximando participantes das comunidades locais e das discussões sobre a relação com o oceano.
Economia do mar
A edição também contou com o projeto Maré Azul de Negócios, realizado com apoio do Sebrae Ceará. A iniciativa promoveu capacitações voltadas a micro e pequenas empresas e abordou temas relacionados ao empreendedorismo, economia azul e oportunidades associadas aos esportes náuticos.
A programação buscou aproximar atletas, empresas, prestadores de serviços, instituições e comunidades, ampliando a discussão sobre o potencial econômico das atividades ligadas ao mar.
Segurança
A segurança também esteve entre os pontos trabalhados durante o evento. Segundo a organização, quase 500 competidores participaram das provas sem ocorrências de relevância.
O aplicativo Wind Maps, desenvolvido com tecnologia cearense, foi utilizado para o monitoramento dos atletas e acompanhamento dos percursos em tempo real.
O MolokaBRA contou ainda com chancelas estaduais da ASUCPE, FEVAACE e FVMEC, nacionais da ABK, CBSUP e CBCa e internacional da ICF e do Downwind Foil World Tour.
Criado em 2019 e inspirado nas provas de downwind do Havaí, o MolokaBRA chegou à sua oitava edição reunindo esporte, turismo, cultura, inclusão, educação ambiental e economia do mar. A organização encerra a edição com a proposta de ampliar a formação de novos praticantes, fortalecer iniciativas ligadas ao mar e consolidar o evento Molokabra Downwind como o principal do Brasil no seu segmento e um dos mais importantes a nível mundial e a edição 2026 comprovou que isto é possível.



























